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29 de agosto de 2025A esofagite erosiva é uma condição caracterizada pela inflamação e desgaste da mucosa que reveste o esôfago. Esta inflamação pode causar lesões superficiais ou mais profundas no tecido esofágico, resultando em úlceras e erosões. Na maioria dos casos, a esofagite é consequência da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), onde o ácido do estômago retorna ao esôfago, danificando sua mucosa delicada.
Quando o refluxo ácido ocorre com frequência, pode causar irritação crônica e progressiva no esôfago. Com o passar do tempo, essa irritação constante pode evoluir para erosões visíveis, caracterizando assim a esofagite erosiva.
Além disso, outros fatores como o uso de medicações específicas, infecções ou distúrbios autoimunes também podem contribuir para o desenvolvimento desta condição.
Principais sintomas da esofagite erosiva
Os sintomas da esofagite erosiva podem variar em intensidade, mas geralmente incluem:
- Azia ou queimação retroesternal
- Dor ao engolir (odinofagia)
- Dificuldade para engolir (disfagia)
- Dor torácica, que pode ser confundida com problemas cardíacos
- Regurgitação de conteúdo ácido ou alimentos
- Tosse crônica, especialmente à noite
- Sensação de “nó” na garganta
- Rouquidão matinal
Em algumas pessoas, a esofagite erosiva pode se manifestar com sintomas atípicos, como problemas respiratórios, dor de garganta recorrente ou mesmo erosão dental.
A severidade dos sintomas nem sempre corresponde à gravidade das lesões, sendo que algumas pessoas com esofagite erosiva significativa podem apresentar sintomas relativamente leves.
Como é feito o diagnóstico da esofagite erosiva
O diagnóstico da esofagite erosiva geralmente começa com uma avaliação clínica detalhada, em que o médico analisa o histórico do paciente e seus sintomas. Contudo, o diagnóstico definitivo é feito por meio de exames específicos, sendo a endoscopia digestiva alta o principal método diagnóstico.
Durante a endoscopia, o médico introduz um tubo fino e flexível equipado com uma câmera através da boca até o esôfago, estômago e início do intestino delgado.
Este procedimento permite visualizar diretamente a mucosa esofágica, identificando erosões, úlceras e outras alterações. Além da visualização, o médico pode realizar biópsias (coleta de pequenas amostras de tecido) para análise histológica.
O diagnóstico por imagem é complementado pela classificação de Los Angeles, que determina a gravidade da esofagite erosiva em graus (A, B, C e D), conforme a extensão e profundidade das lesões encontradas. Esta classificação é fundamental para orientar o tratamento adequado e acompanhar a evolução do quadro.
Em casos selecionados, o médico pode solicitar outros exames complementares, como:
- pHmetria ou impedanciopHmetria esofágica de 24 horas: mede a quantidade de ácido presente no esôfago
- Manometria esofágica: avalia a função do esfíncter esofágico inferior e esôfago

Possíveis complicações se não tratada
Quando não tratada adequadamente, a esofagite erosiva pode evoluir para complicações mais graves, como:
- Estenose esofágica: estreitamento do esôfago devido à cicatrização das lesões
- Esôfago de Barrett: condição pré-cancerosa caracterizada pela alteração do tipo de células que revestem o esôfago
- Úlceras profundas com sangramento
- Perfuração esofágica (rara, mas grave)
- Risco aumentado para desenvolvimento de câncer de esôfago a longo prazo
O esôfago de Barrett merece atenção especial, pois representa uma adaptação celular em resposta à exposição crônica ao ácido. Nesta condição, o tecido normal do esôfago é substituído por um tipo de tecido semelhante ao do intestino, aumentando significativamente o risco de transformação maligna.
Tratamento da esofagite erosiva
O tratamento da esofagite erosiva visa cicatrizar as lesões, aliviar os sintomas e prevenir recidivas e complicações. A abordagem terapêutica inclui:
1. Mudanças no estilo de vida
- Elevação da cabeceira da cama em 15-20 cm
- Evitar deitar-se logo após as refeições (aguardar 2-3 horas)
- Controle do peso corporal
- Evitar alimentos que desencadeiam refluxo (café, chocolate, álcool, alimentos gordurosos)
- Evitar refeições volumosas, principalmente antes de dormir
- Cessação do tabagismo
2. Tratamento medicamentoso
- Inibidores da bomba de prótons (IBPs): medicamentos que reduzem drasticamente a produção de ácido pelo estômago, como omeprazol, pantoprazol e esomeprazol
- Bloqueador ácido competitivo de potássio (PCAB): vonoprazana
- Antagonistas dos receptores H2: ranitidina, famotidina
- Antiácidos e alginato: para alívio sintomático rápido
O tratamento com IBPs geralmente é a primeira linha de tratamento e deve ser mantido por tempo suficiente para promover a cicatrização das lesões, o que pode levar de 8 a 12 semanas, dependendo da gravidade da esofagite. Em casos mais graves ou refratários, o tratamento pode ser prolongado ou intensificado.
É importante ressaltar que o uso de anti-inflamatórios não esteroidais e alguns outros medicamentos deve ser evitado ou monitorado, pois podem agravar as lesões esofágicas.
3. Tratamento cirúrgico
Em casos refratários ao tratamento clínico ou quando há complicações significativas, a cirurgia antirrefluxo (fundoplicatura) pode ser recomendada. Este procedimento reforça o esfíncter esofágico inferior, impedindo o refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago.
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