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25 de julho de 2025A dor na boca do estômago, clinicamente conhecida como epigastralgia, é uma queixa extremamente comum em consultórios médicos. Esta sensação dolorosa se manifesta na região superior do abdome, logo abaixo do esterno, onde anatomicamente se localiza a junção do esôfago com o estômago.
Neste artigo, exploraremos as diversas condições que podem originar este sintoma, suas características distintivas e os métodos diagnósticos mais apropriados para cada situação.
É importante entender que a dor na boca do estômago não é uma doença em si, mas um sinal de que algo não está funcionando adequadamente no sistema digestivo.
Esta manifestação pode variar de uma leve sensação de queimação ou pressão até dores intensas e incapacitantes, dependendo da causa subjacente e da sensibilidade individual.
Principais causas da dor epigástrica
Condições relacionadas ao ácido gástrico
Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE)
O refluxo gastroesofágico ocorre quando o conteúdo ácido do estômago retorna ao esôfago devido ao funcionamento inadequado do esfíncter esofágico inferior.
Além da dor na região epigástrica, frequentemente descrita como queimação, os pacientes podem relatar regurgitação ácida, tosse crônica e sensação de corpo estranho na garganta.
A DRGE crônica pode causar dor persistente e, se não tratada, levar a complicações como esofagite, estenoses e esôfago de Barrett.
Gastrite
A inflamação da mucosa gástrica, ou gastrite, pode ser aguda ou crônica e resulta de diversos fatores, incluindo a infecção pela bactéria Helicobacter pylori, uso prolongado de anti-inflamatórios não esteroidais, AAS, consumo excessivo de álcool ou estresse intenso.
A gastrite pode causar dor em queimação ou em pontada na boca do estômago, ocasionalmente acompanhada de náuseas, vômito e sensação de plenitude gástrica, especialmente após as refeições.
Úlcera péptica
As úlceras são lesões na mucosa do estômago (úlcera gástrica) ou do duodeno (úlcera duodenal), frequentemente associadas à infecção por H. pylori ou ao uso contínuo de medicamentos anti-inflamatórios.
A dor ulcerosa tipicamente se intensifica com o estômago vazio e pode melhorar temporariamente após a alimentação (no caso das úlceras duodenais) ou piorar com a ingestão de alimentos (nas úlceras gástricas).
Complicações graves incluem sangramento gastrointestinal e perfuração, que podem se manifestar com fezes escurecidas ou vômitos com sangue.
Condições pancreáticas e biliares
Pancreatite
A inflamação do pâncreas pode causar dor intensa na boca do estômago, frequentemente irradiada para as costas. A pancreatite aguda geralmente se apresenta como dor súbita e severa, acompanhada de náuseas, vômitos e febre.
Já a forma crônica pode manifestar-se com dor recorrente, má digestão dos alimentos e perda de peso progressiva devido à insuficiência pancreática exócrina.
Colelitíase e colecistite
Cálculos biliares podem bloquear o ducto cístico ou o ducto biliar comum, causando dor no quadrante superior direito do abdome que pode irradiar para a região epigástrica.
A dor biliar (cólica) caracteristicamente ocorre após refeições gordurosas e pode ser acompanhada de náuseas, vômito e icterícia, quando há obstrução biliar.
Condições cardíacas
Isquemia miocárdica
É crucial reconhecer que dor na região da boca do estômago pode representar uma manifestação atípica de isquemia cardíaca, especialmente em idosos, diabéticos e mulheres.
A angina ou infarto agudo do miocárdio podem se apresentar como desconforto epigástrico acompanhado de sudorese, dispneia e sensação de mal-estar geral. Este diagnóstico diferencial deve ser sempre considerado em pacientes com fatores de risco cardiovascular.
Condições funcionais
Dispepsia funcional
Quando investigações extensivas não revelam uma causa orgânica para os sintomas epigástricos persistentes, o diagnóstico de dispepsia funcional deve ser considerado.
Esta condição, parte dos distúrbios gastrointestinais funcionais, caracteriza-se por sensação de plenitude pós-prandial, saciedade precoce, dor ou queimação epigástrica sem evidência de alterações estruturais. O diagnóstico é estabelecido seguindo os critérios de Roma IV.

Sinais de alerta: quando a dor exige avaliação imediata
Certos aspectos da dor na boca do estômago devem ser considerados sinais de alerta, exigindo avaliação médica urgente:
- Dor intensa e súbita, especialmente se acompanhada de rigidez abdominal;
- Dor associada a vômitos persistentes;
- Dor acompanhada de febre alta;
- Presença de sangue nos vômitos ou fezes escurecidas (melena);
- Dor acompanhada de perda de peso inexplicada;
- Dificuldade para engolir (disfagia);
- Início de sintomas em pacientes com mais de 45-50 anos sem histórico prévio;
- Dor que irradia para mandíbula, braço esquerdo ou costas, especialmente se acompanhada de sudorese ou falta de ar.
Estes sintomas podem indicar condições potencialmente graves como perfuração de úlcera, pancreatite aguda, colecistite aguda, obstrução intestinal ou mesmo problemas cardíacos, exigindo intervenção médica imediata.
Métodos diagnósticos para avaliar a dor epigástrica
O diagnóstico preciso da causa da dor na boca do estômago requer uma abordagem sistemática, que geralmente inclui:
Avaliação clínica detalhada
O primeiro passo é uma anamnese completa, com caracterização minuciosa da dor (início, duração, fatores de melhora e piora, irradiação), identificação de outros sintomas associados e levantamento de histórico médico relevante. O exame físico abdominal pode fornecer pistas importantes, como áreas de sensibilidade específica, massas palpáveis ou distensão abdominal.
Exames laboratoriais
Análises sanguíneas podem revelar marcadores de inflamação (proteína C-reativa, velocidade de hemossedimentação), enzimas hepáticas e pancreáticas elevadas (em casos de pancreatite ou doenças hepatobiliares), anemia (sugestiva de sangramento crônico) ou alterações eletrolíticas. Testes para detecção de H. pylori (sorologia, teste respiratório, antígeno fecal) são fundamentais na investigação de gastrite e úlcera péptica.
Exames de imagem
Ultrassonografia abdominal
Este exame não invasivo é particularmente útil na avaliação de doenças biliares e pancreáticas, permitindo a visualização de cálculos biliares, dilatação de ductos, alterações estruturais do pâncreas e líquido livre na cavidade abdominal.
Tomografia computadorizada (TC)
A TC abdominal oferece uma visualização mais detalhada das estruturas intra-abdominais, sendo especialmente valiosa na avaliação de pancreatite, massas abdominais e complicações como abscessos ou perfurações.
Exames endoscópicos
Endoscopia Digestiva Alta (EDA)
A Endoscopia Digestiva Alta, ou EDA é considerada o exame padrão para avaliação direta da mucosa do esôfago, estômago e duodeno. Permite a identificação de esofagite, gastrite, úlceras, erosões e tumores, além de possibilitar a coleta de biópsias para análise histopatológica e teste para H. pylori. Este procedimento é fundamental na investigação de dor epigástrica persistente ou acompanhada de sinais de alarme.
pH-metria esofágica
Para casos de suspeita de DRGE, a pHmetria ou impedânciopHmetria de 24 horas permite quantificar o refluxo e correlacioná-lo com os sintomas referidos pelo paciente, auxiliando no diagnóstico de casos atípicos ou refratários ao tratamento empírico.
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A dor na boca do estômago pode ser manifestação de diversas condições, desde problemas benignos e facilmente tratáveis até patologias que exigem intervenção imediata. O diagnóstico correto é fundamental para instituir o tratamento adequado e prevenir complicações.
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