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11 de julho de 2025Acalásia, o que é? Trata-se de um distúrbio motor do esôfago caracterizado pela falha no relaxamento adequado do esfíncter esofágico inferior durante a deglutição, combinada com a ausência de peristalse (contrações coordenadas) no corpo esofágico.
Esta condição rara afeta a capacidade do esôfago de empurrar os alimentos para o estômago, resultando em dificuldade progressiva para engolir.
A causa exata da acalasia é desconhecida, embora existam evidências de que seja uma condição autoimune, onde o sistema imunológico ataca e danifica os nervos do esôfago.
Alguns estudos também sugerem associação com a doença de Chagas, especialmente em regiões endêmicas da América Latina, onde o parasita Trypanosoma cruzi pode causar danos semelhantes ao plexo mioentérico esofágico.
Principais sintomas da acalásia
Os pacientes com acalasia podem experimentar uma variedade de sintomas que geralmente se desenvolvem lentamente ao longo de meses ou anos:
Disfagia
A dificuldade para engolir tanto alimentos sólidos quanto líquidos é o sintoma cardinal da acalásia. Inicialmente, os pacientes podem relatar dificuldade apenas com sólidos, mas à medida que a doença progride, a disfagia para líquidos também se torna pronunciada.
Regurgitação
A regurgitação de alimentos não digeridos e saliva, especialmente durante o sono, é comum e pode causar complicações como pneumonia aspirativa. Além disso, muitos pacientes descrevem a sensação de alimentos presos no peito após as refeições.
Dor torácica
Episódios de dor torácica podem ocorrer devido ao acúmulo de alimentos e à distensão esofágica. Esta dor pode ser confundida com problemas cardíacos, levando a investigações cardiológicas antes do diagnóstico correto.
Perda de peso
A dificuldade alimentar prolongada frequentemente resulta em perda de peso não intencional, que pode ser significativa em casos avançados.
Diagnóstico especializado da acalásia
O diagnóstico preciso da acalásia requer uma avaliação clínica detalhada complementada por exames específicos:
Manometria esofágica de alta resolução
A manometria esofágica é considerada o padrão-ouro para o diagnóstico da acalásia. Este exame mede as pressões dentro do esôfago e avalia a coordenação das contrações musculares durante a deglutição. Na acalásia, a manometria tipicamente demonstra:
- Pressão elevada do esfíncter esofágico inferior;
- Relaxamento incompleto ou ausente do esfíncter durante a deglutição;
- Ausência de peristalse no corpo esofágico.
Os achados manométricos permitem a classificação da acalásia em três subtipos (I, II e III), o que tem implicações prognósticas e terapêuticas.

Endoscopia digestiva alta
A endoscopia digestiva alta é feita para avaliar a junção gastroesofágica e excluir outras condições que podem mimetizar a acalásia, como estenoses pépticas ou neoplasias (pseudoacalásia). Durante o exame, pode-se observar dilatação esofágica e resistência à passagem do endoscópio pela junção gastroesofágica.
Esofagograma contrastado
Este exame radiológico utiliza bário para visualizar o contorno e a função do esôfago. Nos casos de acalásia, observa-se tipicamente o estreitamento distal do esôfago (em “bico de pássaro”) e dilatação proximal, muitas vezes com retenção do contraste.
Opções de tratamento para acalásia
O tratamento da acalásia visa reduzir a pressão do esfíncter esofágico inferior para permitir a passagem dos alimentos para o estômago. As opções incluem:
Tratamento farmacológico
Medicamentos como bloqueadores dos canais de cálcio (nifedipina) e nitratos podem promover o relaxamento temporário do esfíncter esofágico inferior. Entretanto, sua eficácia é limitada e geralmente são indicados apenas para pacientes que não podem se submeter a procedimentos mais definitivos.
Injeção de toxina botulínica
A injeção de toxina botulínica no esfíncter esofágico inferior promove seu relaxamento por 3-6 meses. Esta abordagem é particularmente útil para pacientes idosos acima de 60 anos ou com comorbidades significativas que aumentam o risco cirúrgico.
Dilatação pneumática
A dilatação pneumática é um procedimento endoscópico no qual um balão é insuflado na região do esfíncter esofágico inferior para romper as fibras musculares, reduzindo assim a pressão na junção gastroesofágica. Múltiplas sessões podem ser necessárias para resultados duradouros.
Miotomia Endoscópica Oral (POEM)
Este procedimento minimamente invasivo consiste na criação de um túnel submucoso no esôfago através do qual se realiza a secção das fibras musculares do esfíncter esofágico inferior. O POEM tem demonstrado excelentes resultados com menor morbidade comparada à cirurgia convencional.
Miotomia de Heller
A miotomia cirúrgica, frequentemente realizada por laparoscopia, continua sendo uma opção terapêutica eficaz, especialmente quando combinada com fundoplicatura parcial para prevenir refluxo gastroesofágico pós-operatório.
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Este exame é essencial não apenas para confirmar o diagnóstico de acalásia, mas também para determinar seu subtipo específico, o que orienta diretamente as decisões terapêuticas.
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