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5 de dezembro de 2025A esofagite eosinofílica é uma condição inflamatória crônica causada por uma reação alérgica que afeta exclusivamente o esôfago, provocando sintomas como dificuldade para engolir e sensação de alimento preso na garganta.
Caracterizada pela presença excessiva de eosinófilos (um tipo de glóbulo branco) na mucosa esofágica, essa doença tem se tornado cada vez mais reconhecida entre crianças e adultos jovens, especialmente aqueles com histórico de alergias.
O que é a esofagite eosinofílica?
Trata-se de uma doença mediada pelo sistema imunológico, na qual o organismo reage de forma exagerada a determinados alimentos ou alérgenos ambientais.
Os eosinófilos infiltram a parede do esôfago e produzem proteínas inflamatórias que, com o tempo, podem causar estreitamento do órgão, formação de tecido fibroso e até estenoses (estreitamentos).
Quais são os principais sintomas?
Os sintomas variam conforme a faixa etária do paciente. Em crianças pequenas e bebês, observam-se:
- Recusa alimentar e irritabilidade
- Vômitos frequentes
- Déficit no ganho de peso e estatura
- Dores abdominais
Já em adolescentes e adultos, os sinais incluem:
- Disfagia (dificuldade para engolir alimentos sólidos)
- Impactação alimentar (sensação de comida presa no esôfago)
- Dor torácica
- Azia que não melhora com medicamentos convencionais
Como diferenciar da doença do refluxo comum?
A esofagite eosinofílica pode apresentar sobreposição com a doença do refluxo gastroesofágico. Embora ambas as condições afetem o esôfago, existem diferenças fundamentais. A esofagite eosinofílica pode não melhorar com medicamentos para refluxo e apresenta infiltração significativa de eosinófilos na biópsia (mais de 15 eosinófilos por campo), enquanto a doença do refluxo responde bem aos inibidores da bomba de prótons.
Além disso, pacientes com esofagite eosinofílica frequentemente apresentam histórico de outras condições alérgicas, como asma, rinite alérgica e dermatite atópica.
Quais alimentos podem ser gatilhos?
Os principais alimentos identificados como desencadeadores dessa alergia esofágica incluem:
- Leite de vaca e derivados lácteos
- Trigo
- Ovos
- Soja
- Peixes e frutos do mar
- Amendoim e oleaginosas
- Alérgenos ambientais
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico baseia-se em critérios clínicos e histopatológicos. Além da avaliação dos sintomas e do histórico de alergias prévias, realiza-se uma endoscopia digestiva alta com biópsias do esôfago.
Durante o exame, podem ser observados achados característicos como anéis traqueiformes, sulcos longitudinais, exsudatos esbranquiçados e mucosa friável. A análise microscópica das biópsias confirma a presença de infiltração eosinofílica significativa.
Qual o tratamento disponível?
O manejo da esofagite eosinofílica envolve uma abordagem individualizada, de acordo com a gravidade da doença e preferências do paciente:
- Dieta de eliminação: Retirada de alimentos potencialmente envolvidos no desenvolvimento da esofagite eosinofilica.
- Tratamento medicamentoso: Uso de corticoides tópicos deglutidos (não inalados) e inibidores da bomba de prótons
- Terapia biológica: Dupilumabe – anticorpo monoclonal contra proteínas inflamatórias envolvidas na fisiopatologia da esofagite eosinofilica
- Dilatação esofágica: Em casos graves com estreitamento significativo, pode ser necessária a dilatação endoscópica do esôfago
Vale destacar que, embora não exista cura definitiva, o controle adequado dos sintomas permite excelente qualidade de vida aos pacientes.
Como o IGED pode ajudar no diagnóstico e tratamento
No IGED, contamos com equipamentos modernos e corpo clínico especializado para realizar o diagnóstico diferencial preciso da esofagite eosinofílica.
Nossa equipe está preparada para conduzir investigações endoscópicas detalhadas com biópsias adequadas, além de oferecer acompanhamento multidisciplinar que inclui gastroenterologistas e nutricionistas.
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